segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Review 3x12 "Do You Take it Dexter Morgan?" (season finale)


O Projeto Miguel Prado não deu certo. Donnie Darko já dizia que nascemos sozinhos e morremos sozinhos, partindo desse princípio, a vida nada mais é do que uma tentativa desesperada de mudar essa situação de solidão. Se nisso se resumir a vida, podemos dizer que Dexter nunca será realmente completo. Como um monstro único, ele caça sozinho, ele precisa de seus segredos, de suas atividades complementares sozinho.
                Preciso dizer mais uma vez, eu não esperava que Miguel morresse antes da season finale, mas o seriado é imprevisível assim. A trama mudou de última hora para Dexter x Miguel para Dexter x Skinner. O problema é que Dexter está atrás nessa história, mais vulnerável, mas ainda é o nosso Dexter.
                Comecemos o episódio. “Você aceita, Dexter Morgan?” nome bem sugestivo, não? O episódio parece que vai se desenvolver ao redor do casamento... Ou no próprio evento! Será?
                “Há acontecimentos na vida que evocam uma reação maior que nosso ato final. Morte.” Miguel não entrou no ritual. Sem faca pra ele, sem desmembramento, sem fundo de oceano para ele. Na verdade um ato um tanto ousado ao deixar o corpo em uma espécie de parque, arrodeado de árvores e deitado na grama, esperando ser encontrado por qualquer alma que passeasse por ali em algum momento. “O que uma vez se movia, falava, matava e ameaçava torna-se nada além de uma carcaça vazia... O que não é muito diferente do que eu sempre me senti.” Um ato ousado, sim, mas extremamente inteligente. Miguel encontrado com partes da pele faltando. Skinner ataca de novo, não? Haha

                Season finale é cheio de frases de efeito, mas me controlarei para não floodar a review.
                PAUSA. “Rita acabou de mentir pra mim?” Rita já foi casada antes do Paul? Através de uma carta de sua mãe, dá para entender que Rita já foi casada e não mencionou nada. Ok, a questão não é bem o fato de ela já ter sido casada duas vezes antes, e sim ela mentir para Dexter. Bom, isso por um lado é reconfortante, ter mais uma prova de que ninguém é quem aparenta ser. Nem o idolatrado Harry Morgan, nem a mais-que-perfeita Rita Bennet, futura Rita Morgan, ex Rita Brandon, poir é. Casada com 16 anos, casamento que só durou 6 meses. Assunto nada legal para alguém que está prestes a se casar.
                Faltando 20 minutos para saber se Dexter será pego pelo Skinner (que ainda nem apareceu), Dex parece ter tempo para uma conversa esclarecedora com Ramon, para descobrir as verdades de Miguel e ‘tentar convencê-lo’ de que ele é um sujeito decente e politicamente correto. Parece ter tempo para experimentar o terno. Tudo tranquilo, certo? Então, vamos revisar isso.
                Dexter finalmente pego. Preso em uma mesa, tiro pela culatra, esperando ser abatido como uma de suas vítimas. Seria George King digno de uma honra dessas? Como ficarão Rita e as crianças? Falando em crianças, agora vem à sua memória seu filho, que ainda está para nascer. Motivação inesperada para viver, para lutar pela vida. Não gosto de narrar a cena, mas Dexter quebrando sua própria mão para sair da mesa foi incrível, a tensão de quase ser pego por sua própria irmã é de tirar o fôlego, George King sendo arrastado pelo carro, tendo sua pele arrancada foi poético.

                “Eu de vestido, me sinto como um traveco.” – Debra Fucking Morgan. A cena do casamento foi diferente. Não foi algo romântico, meloso. Foi algo reflexivo, com pensamentos importantes, incertezas sim, mas paz nessas incertezas. Como alguém como Dexter poderia manter um casamento saudável e criar uma criança? Como o próprio disse, ninguém é perfeito, certamente não ele. Então vale a tentativa, a vida é boa, tem que ser vivida.
                “Todos temos segredos. Nesse aspecto eu sou igual a todo mundo.” A compreensão de Dexter para com a Rita é, digamos, muito justa. Além disso, nos leva a uma reflexão, se você tem tempo e paciência para filosofar um pouco sobre as pessoas, sobre o mundo, sobre a vida. É season finale, sempre levantamos questões que levamos para a vida. Não somos totalmente sinceros com ninguém, muitas vezes nem com nós mesmos. As pessoas não são capazes de lidar com a verdade sobre outra pessoa. O julgamento que fazemos é corrompido e injusto, e isso é um ciclo inquebrável! A série mostra isso com maestria! Todos mentimos, usamos máscaras. Uns mais que os outros. Quem somos nós para julgar?
                Até a próxima temporada!

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