quinta-feira, 14 de abril de 2011

Review 5×02 – Hello, Bandit




Esqueça a premiere de Dexter. “Hello, Bandit” foi o verdadeiro início da quinta temporada da série. Hora de encerrar alguns enredos e iniciar outros. Nada que tenha lembrado a montanha russa dos últimos capítulos. No máximo foi o início de uma escalada.

Cheio de tramas paralelas, o episódio serviu como ponto de partida para o que deve acontecer a partir de agora. É verdade que esteve longe de ser emocionante, porém, as informações exibidas – algumas mais óbvias do que outras – devem mesmo dar o tom da história. Começando com a despedida de Astor (Christina Robinson) e Cody (Preston Bailey). Por mais que a ideia de um serial killer/pai solteiro fosse atraente, não há como negar que lidar com três filhos complicaria demais a vida do protagonista.

Por outro lado, sua convivência com Harrison deve se tornar um dos pontos fortes. A maneira como Dexter (Michael C. Hall) interage com o bebê é surrealmente fofa. Se na semana passada me cortou o coração vê-lo com os olhos cheios de lágrimas, dessa vez, o sorriso dentro do caminhão foi irresistível. O conto de fadas sombrio, com direito a “Era uma vez..”, seguido pelas frases macabras e a alegria ingênua do menino me fizeram pensar que o relacionamento dos dois pode se tornar o mais sincero que Dex já teve.

Confesso, no entanto, que as outras duas crianças não vão fazer a menor falta pra mim, embora não tenha ficado claro se vão ou não retornar. Mas a verdade é que por mais que tenham se tornado importantes na dinâmica do enredo por algum tempo, a tristeza/mimimi de Astor não se sustentaria. Infelizmente a atuação dos dois não corresponde à carga emotiva que os episódios às vezes exigem.


E já que é pra falar do que não agradou muito, alguém me explica por que essa insistência com o casal LaGuerta e Angel? Não sei se assisti ao episódio de mal humor ou o quê. Mas senti muita vontade de simplesmente ignorar a história dos dois. Uma pena, por que Batista sempre foi um dos meus favoritos. Não entendi por que ele bateu no homem que o provocou. Convenhamos, quem lembra de Maria na primeira temporada, sabe que ela não era necessariamente uma mulher comportada, não que isso faça alguma diferença.  Muita perda de tempo.

Dentre os coadjuvantes, só Masuka (C.S Lee) continua com bons e improváveis momentos. Embora sem muito destaque, ele serve como um alívio cômico perfeito. Vou parecer muito psicopata dizendo isso, mas soou tão divertido aquele trabalho dele, procurando a arma do crime. Nada pode ser tão desestressante como passar a tarde golpeando um boneco cheio de sangue.

E em se tratando da arma do crime, finalmente conhecemos uma das participações especiais da temporada. A policial latina chegou como quem não quer nada, mas deve ganhar espaço ao longo das investigações sobre Santa Muerte. Ou alguém se convenceu de que foi apenas um homicídio qualquer?

Óbvio que o novo perseguido do Departamento será o criminoso responsável por aquelas mortes. E em um episódio sem muita ação, gostei de ver um pouco mais de sangue e crime. Mas não, não consigo superar minha implicância com Quinn (Desmond Harrington). Além de chato, ele também pareceu meio incompetente.

Essa é outra coisa que não entendo. Tá, ele vai se envolver com a Debra (Jennifer Carpenter). Mas totalmente desnecessário esse joguinho entre os dois. Eu faço parte do grupo de pessoas que torce por um casal na ficção. Porém, a única coisa que os dois me inspiram é ansiedade pelo momento em que não vai dar certo. Sorte que isso deve acontecer em breve, já que o “incrível” feeling do investigador o fez enxergar Dex no desenho de Kyle Butler. O que deve dar início a perseguição ao personagem e criar atritos entre os dois.


Aproveitando essa ideia de “feeling”, vou superar meu amor por Dexter e fazer uma séria reclamação. O que foram aqueles efeitos especiais quando o personagem viu o sangue no caminhão de mudanças? Não pude deixar de sentir vergonha por aquilo. Tudo bem que ele é O cara, mas o insight foi meio falso. Eu acredito muito nas nuances de seu comportamento, mas fiquei a ponto de achar forçada a maneira como descobriu tudo tão facilmente. Apesar disso, fiquei empolgada com as descobertas sobre o criminoso. Shawn Hatosy, outra participação especial, é um excelente ator e espero muito que permaneça por mais do que dois capítulos. Sua frase “Hello, Bandit“, que deu nome ao episódio, serviu pra provar que pode ter mais destaque do que parece.

Pena que a empolgação do “Passageiro obscuro” não foi tão forte assim. Por mais que a morte de Rita não tenha conduzido a trama, no momento em que os cadáveres foram descobertos naquele rio, suas conseqüências se tornaram claras. Dexter serial killer ainda não está em sintonia com Dexter viúvo. Embora tenha dado as caras perante aquele vizinho, a personalidade mais violenta do protagonista ainda está em conflito. É por isso que eu reforço o clima de escalada. É como se fosse uma calmaria que precede os grandes acontecimentos. Não achei o episódio incrível e nem sensacional, mas como a série já se provou capaz de se superar, ainda mantenho meu voto de confiança pelo que vem por aí.

Por: @xtallulahx - Blog Na TV

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