domingo, 10 de abril de 2011

5º Livro: Dexter Is Delicious - Resenha


A atenção da polícia de Miami se volta para o desaparecimento de uma adolescente, até então sem muitas indicações do seu paradeiro. Como o caso está sendo liderado por Debra Morgan, a pressão em cima de seu irmão é grande – por mais que ele não possa fazer muito além de apenas analisar poças de sangue em cenas de assassinato. Por falar em sangue, a única pista era o quarto da garota com uma enorme macha vermelha escura na parede. E como nada é fácil em um caso policial, o filho de uma figura política importante da cidade é o primeiro suspeito pelo sequestro.



Para ajudar a investigação, Debs ganha um parceiro, Deke – como descrito pelo próprio Dexter, um exagero esculpido por Deus por ser dotado de uma beleza tão perfeita -, companhia essa que não agradou nem um pouco sua irmã de temperamento estourado. Em paralelo à tanto mistério não solucionado, Dexter tem uma nova tarefa desde o desfecho de Dexter By Design: sua filha Lily Anne. A recém-nascida faz uma reviravolta na vida de seu pai: nos deparamos, surpresos, com um Dexter amolecido emocionalmente, cujos sentimentos antes nunca reconhecidos por simplesmente não tê-los, florescem em um piscar de olhos.

Essa enxurrada de sensações fez com que o Dark Passenger se afastasse um pouco de seu companheiro – pelo menos não radicalmente, como aconteceu em Dexter In The Dark. Claro que nos momentos de perigo, seu amigo obscuro bate as asas imediatamente e sussurra as palavras de alerta (sendo que o primeiro aviso já é logo no começo, enquanto Dexter observa carinhosamente Lily no berçário). Esses anúncios são feitos rapidamente, deixando Dexter sem saber o que fazer ou o que pensar. Que tipo de ameaça está por vir, a ponto de comprometer tanto a sua vida quanto a de sua nova família? (Óbvio que eu não vou falar quem é para não estragar a surpresa do livro.)

Mesmo usando o canibalismo como tema, as cenas mais arrepiantes (aquelas de perder o fôlego e dar um nó no estômago só de imaginá-las) ficaram para o final. Nessa história, Jeff faz do seu personagem uma vítima indefesa que, por tentar largar sua vida de serial killer para se dedicar ao papel paterno, acaba caindo em várias ciladas, na maioria das vezes sob comando de sua própria irmã teimosa e petulante. Por um lado, o desapontamento chega a transparecer, já que o que mais queremos ver é um Dexter frio e sem cerimônias na ativa. Não vou adiantar se ele realmente parte para seu hobby noturno, mas a verdade é que eu esperava um pouco mais de ação com um Dexter bem menos atrapalhado.

A história dessa vez se concentra bastante na investigação e no impasse que Dexter tem de enfrentar por causa do ressurgimento misterioso dessa pessoa. Para se ter uma ideia, até Debra se mostra mais humana, agora muito mais frustrada com seu relacionamento e a mínima possibilidade de também ter sua própria família. O que não decepciona, mais uma vez, é o humor cínico – dessa vez nem tão negro – rodeado de muitas ironias acerca de todos os personagens e acontecimentos. Certamente Jeff Lindsay não poderia abandonar essa característica tão legal de nosso respeitável serial killer.

Fonte: Zé Offline

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