segunda-feira, 21 de março de 2011

Review 2x03 - An Inconvenient Lie - Uma mentira inconveniente


“Uma mentira inconveniente” me lembra o documentário do Al Gore,  sobre o aquecimento global, mas não vem ao caso. Vamos ao que interessa. Episódio passado Rita pressionou Dexter, e ele confessou que tem ‘um vício’, então aqui estamos, Narcóticos Anônimos. Rita mais uma vez coloca em xeque o relacionamento deles, já que Dex não permaneceu até o final.
O Agente Especial Frunk Lundy começa a aparecer mais na série, “O Assassino do Caminhão do Gelo era um amador comparado a este.” Todo fã de Dexter que realmente se identifica com o protagonista se sentiu incrivelmente lisonjeado com esse comentário. O interessante da trama que está sendo desenvolvida, é que Lundy parece realmente entrar na mente de um psicopata assassino, e ele fala como se fosse a coisa mais simples a se fazer, “Identidades nos levarão a um padrão, que nos levarão ao nosso homem”.

Dex realmente tem a necessidade de se ‘aliviar’, ainda mais com toda essa tensão de estar sendo caçado, então ele vai à caça de sua próxima vítima. Só pesquisa, por enquanto. Roger Hicks, vendedor de carros. O que Dex não esperava era sair de lá com um novo carro, mas o argumento de que há espaço para uma carcaça de um veado parece que o convenceu. Na busca de provas que liguem Hicks às vítimas, Dexter coleta uma amostra de cabelo... Cabelo sintético!
O desenvolvimento do episódio se destaca nesse ponto, quando se trata da mentira. Dexter se indaga por estar sendo muito transparente, e como sempre, tenta aproveitar alguma coisa da vítima, nesse caso, a habilidade de mentir. Mas quando Hicks fala mal da Rita, Dexter se enfurece e o mata. Então não se sabe se Dexter volta para os N.A. para melhorar sua máscara ou por que ele realmente se importa com a Rita.
A contradição e a confusão de Dexter é uma das coisas mais fascinantes na série.

Falando nos N.A., Dexter volta à reunião, então conhece a Lila. GRAVEM ESSE NOME². Lila fala como quem conhece, poeticamente, com aquele sotaque britânico. Em tese,  Rita conhece o que passa em Dexter, mas ela só entende a metáfora do Dark Passenger, e não por completo. Ao ver quem é a Lila, Rita parece não gostar nada... Gancho para os próximos episódios!

Masuka leva Dexter para ver os corpos, é como um artista que faz sua obra de olhos vendados e não havia ido à exposição ainda. É hora do artista apreciar suas próprias obras anônimas. “Eles tinham que ficar no silêncio das sombras, manter seus segredos. Agora eles estão expostos à claridade, refletindo meu lado sombrio como se fosse um espelho grotesco de carnaval.” (Falando em carnaval, dê uma olhada na nossa matéria sobre máscaras).

Todos sabemos da atuação do protagonista, mas no final do episódio ele esbanja sua habilidade! “Sou Dexter, e não estou muito certo do que eu sou.” MCH faz uma atuação impressionante perto do final do episódio na reunião dos Narcóticos Anônimos, falando sobre ele, sobre a dualidade de Dexter e o Passageiro Sombrio, seu lado negro.
Considerações finais: Durante essa atuação impressionante de MCH, uma frase me marcou profundamente: “Esta é a minha consciência adormecida há muito tempo falando ou o passageiro sombrio sussurrando?” Reflita.

Por: @Gabrielbarros42

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